
Os fluxos financeiros ilícitos (FFI) continuam a representar um desafio significativo para o desenvolvimento de África, custando ao continente milhares de milhões de dólares anualmente e limitando a capacidade dos governos para financiar serviços públicos essenciais e prioridades de desenvolvimento.
Em resposta a este desafio, a Zâmbia lançou o Rastreador de Políticas contra os Fluxos Financeiros Ilícitos, tornando-se o mais recente país membro do ATAF a adoptar esta ferramenta concebida para intensificar os esforços nacionais e regionais no combate aos fluxos financeiros ilícitos.
O lançamento marca um passo importante no sentido de respostas africanas coordenadas aos fluxos financeiros ilícitos e reforça o impulso crescente entre os membros do ATAF no sentido de fortalecer os quadros políticos e institucionais para proteger os recursos internos. A Zâmbia junta-se à Namíbia, ao Uganda, ao Gana, à Côte d’Ivoire e à Libéria na implementação do Rastreador de Políticas.
O Rastreador de Políticas contra os Fluxos Financeiros Ilícitos foi concebido para ajudar os países a identificar lacunas nas políticas, reforçar a coordenação institucional, monitorizar os progressos e melhorar a implementação de medidas destinadas a combater os fluxos financeiros ilícitos.
Falando em nome da Secretária Executiva do ATAF, Sr.ª Mary Baine, o Conselheiro Sénior do ATAF para a Política Fiscal, Sr. Emmanuel Eze, salientou a importância de traduzir os compromissos em acções concretas.
«A luta contra os fluxos financeiros ilícitos não se resume apenas a identificar riscos; trata-se de proteger o futuro de África, garantir que a riqueza do continente beneficie a sua população e criar o espaço fiscal necessário para o desenvolvimento sustentável através de reformas e iniciativas baseadas em dados concretos», afirmou.
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